Dia de princesas no médico, faxina no estúdio e também de começar a postagem da parte 2 de Rabiscos Acalantos: dos matos. Meus escritos caipiras e algumas rabiscagens:
Ópera roça
( O início)
Um caburezinho dos miúdo
Achegô nesse rancho
Saído do bucho da parideira
Dispois de nove porção de trinta dia
Com um choro cantado
Já pontiando umas lágrima estridente
Na pedida do leite e de sustância
As madugada de choro a choro
Em claro de lamparina
A mãe no carrega de cá de lá
Só de boi-da-cara-preta na ponta da língua
Minguado de carne
E servido de osso
Com uns oião danado
Pula no mundo mais um Zé-de-alguma-coisa
Pra campeá nessas banda
De vida amargurada e sistema bruto
Como não bastasse a quantidade de Zés espalhados de canto a canto
Nosso José Sebastião dos Anjos
Vai curtindo esse pedacinho de começo de vida
Zé Bastião dos Anjo
Mais tarde chamado de Zuiudo
Fio de Sinhá Mimosa
E João de Zé da Noca
Ou Jão Bastião
Um caipira de choro sumido
Capengando entre terrenos de capinação
E de uma vida feita de cabo de enxada
Cisudo
Sô Jão era dono d’um bigode encardido de fumo de rolo
Um surrado chapéu de lebre
Presente do primo advogado
Cidadeado e escolado
Deixa-se o primo de lado
Volta no Jão coitado
Cismante, disprivinido
Um legítimo, desacreditado
ErranteCaipira do choro sumido
terça-feira, 7 de abril de 2009
Ipatinga, 04 de abril de 2009
Belo Horizonte, 03 de abril de 2009
Studio Bar superlotado, Powertrio entrosado, povo cantante e dançante, presença do Tizumba, do Paulista, desta moçada simpática das fotos aí, fotos de Matias Almeida e Livia Dutra, ovações, festa no camarim e muita boa energia!




quinta-feira, 2 de abril de 2009
Pedro Leopoldo, 2 de abril de 2009
Hoje foi dia de família e de ficar enfurnado no estúdio compondo e botando as costuras em dia. Mandemos mais uns escritos então:
O céu chorou orvalho pela manhã
A noite soubera a notícia e lagrimou, serenou
De sombrinha, a lua caminha baça dentre o respingado
Na dobra da esquina um piscado ofuscado de lua
Um café
Uma caneta
Um sentimento bobo
Êita cascatona de orvalho!
Tristona mais poderosa
Espalhando molhado pelas modernagens da cidade

No torto de minh’alma mora a música
Na esquina de meus escanteios
no desintegrar de meus devaneios
A música sai para passeios
E me dá uns pés-de-moleque
Eu os recebo de bom grado
Gosto do som do silêncio
À tarde gosto de sair e deitar a música no meu colo
Ela me retribui com um beijo
Ao cair da noite ela fica ali numa rua, nas proximidades, no torto de minh’alma
Às vezes minh’alma e a música trocam de lugar
Elas são super amigas
Acho interessante quando elas trocam de lugar e minha alma me dá pés-de-moleque
Meu sorriso vai e fica colorido de vida
O céu chorou orvalho pela manhã
A noite soubera a notícia e lagrimou, serenou
De sombrinha, a lua caminha baça dentre o respingado
Na dobra da esquina um piscado ofuscado de lua
Um café
Uma caneta
Um sentimento bobo
Êita cascatona de orvalho!
Tristona mais poderosa
Espalhando molhado pelas modernagens da cidade
No torto de minh’alma mora a música
Na esquina de meus escanteios
no desintegrar de meus devaneios
A música sai para passeios
E me dá uns pés-de-moleque
Eu os recebo de bom grado
Gosto do som do silêncio
À tarde gosto de sair e deitar a música no meu colo
Ela me retribui com um beijo
Ao cair da noite ela fica ali numa rua, nas proximidades, no torto de minh’alma
Às vezes minh’alma e a música trocam de lugar
Elas são super amigas
Acho interessante quando elas trocam de lugar e minha alma me dá pés-de-moleque
Meu sorriso vai e fica colorido de vida
Nova Lima, 28 de março de 2009
Bela Vista Botequim: uma casa rock bem elegante com sinuca e gente bonita. Gostei de ter tocado lá pela primeira vez, mesmo com pouco público. Nos divertimos bastante antes, durante e depois do show, abrimos mais uma porta sonora e tivemos de quebra a visita de nossa grande amiga Carol. Noite boa em Nova Lima e viagem de volta novamente.
Santa Bárbara, 27 de março de 2009
Itabirito, 26 de março de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Viagem de volta de Uberlândia, 23 de março de 2009
Uberlândia, 22 de março de 2009
Apesar da chuva e do cabo estragado na hora de dar o primeiro acorde (O Glauco já ia puxando a música, o povo esperando, o show anunciado e o cabo estragado) no final deu tudo certo. A canja do Renegado e do Spider foi esplêndida; André, Danilo e Glauco mandaram muito, eu fiz uma boa mandada, a chuva parou na hora certinha do show e todos comemoraram e fizeram quase felizes para sempre, pois eu e o Jatobá tivemos 99% de aproveitamento na sinuca perdendo só uma partida e ganhando umas quinze.
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