domingo, 28 de agosto de 2011

Belo Horizonte, 07 de março de 2011


Muita gente não acredita em Deus. Eu acredito, e cada vez mais. Em minha vida, e muitas vezes nas horas mais difíceis Ele estende sua mão poderosa sobre meus feitos fazendo com que minha fé só aumente a cada dia. Nesse dia mais uma vez Ele escreveu certo por linhas tortas. Nesse carnaval eu fiquei em casa com minhas duas filhas pois a mãe delas foi viajar, então no segundo dia da minha missão de babá resolvi dar um passeio com as meninas e levá-las a casa de minha amada Keilla Jovi para respirarmos um ar que não fosse pedroleopoldense. Estava tudo correndo muito bem. Chegamos na casa da Kekê e fomos recebidos com beijos, abraços e muitos carinhos. Tinha comida gostosa, refrigerante e tudo mais. Linda, minha filha de quatorze anos já estava a vontade pois ela adora passar na casa da Kekê sempre. A Clarinha, que ainda não tinha completado dois anos, e estava indo lá pela segunda vez, estava com um pouquinho de vergonha mas já estava se acostumando com o lugar e ainda mais depois da chegada da Shelen (amiga da Kekê) e sua filhinha mais ou menos da idade da Clara. Já com quase dois anos, a Clara nunca teve problemas de saúde e só ia ao médico por uma simples gripe ou para exames de rotina, nesse dia ela só estava um pouco caladinha mas parecia estar bem. Só pra vocês entenderem, quando eu era bebê, eu tinha um problema de convulsão febril, ou seja, não podia ter febre alta pois ela resultaria numa convulsão e em decorrência disso tive tomar remédio controlado de um a sete anos de idade. Isso acontece com várias crianças e é um problema considerado simples pelos médicos. A Linda teve esse mesmo problema quando criança e teve que passar pelo mesmo processo. Clara até então tinha uma saúde de ferro e eu nem imaginava que ela também iria passar por isso.... Continuando a história desse dia de carnaval, estávamos ali todos felizes da vida em volta da mesa comendo e a Clarinha em pé em cima da cadeira comendo biscoito e tomando refrigerante.... de repente ela ficou toda bamba, com os lábios roxinhos e com os olhos virados, estava tendo uma convulsão, e como nessa hora ela estava comendo e sua lingüinha enrolou, ela começou a sufocar. Ficamos todos desesperados, numa gritaria e numa correria sem saber o que fazer... Linda não parava de chorar e gritar. A sorte é que a Kekê mora muito perto do Hospital Risoleta Neves e fomos em sua direção. Eu tive que manter a calma um pouco e ir dirigindo. Andrea, minha querida sogra, foi no banco da frente com a Clarinha nos braços fazendo respiração boca a boca nela pois ela já estava desfalecendo. Não tem como descrever o desespero que todos passamos naquele momento. Meu coração estava apertadinho. Só de lembrar disso tudo me dá um nó na garganta... Chegamos aos prantos e choros no hospital e Deus iluminou que os enfermeiros e médicos atenderam a pequenina no primeiro instante. Conseguiram desentalá-la e reanima-la e os médicos descobriram que ela estava com uma febre muito alta pois tinha um dentinho nascendo. O problema foi ela estar comendo na hora da convulsão e engasgar. O poderoso Deus teve piedade desse pobre coitado e não levou embora minha filhinha. Foi uma noite de desespero mas tudo ficou bem depois. Passamos a noite inteira no hospital. No outro dia de manhã os médicos liberaram a Clarinha e fomos embora para casa. Toda vez que entrava no meu carro a Clarinha pedia Baby ( do Justin Bieber). Nessa manhã seguinte eu as meninas voltamos para Pedro Leopoldo ouvindo Baby sem parar com a Clarinha cantando como sempre e eu Linda soluçando de tanto chorar. Se estivéssemos em Pedro Leopoldo na noite anterior e a Clarinha tivesse passado mal lá, talvez essa história não tivesse um final feliz pois nem tem um hospital decente na cidade. Deus nos mandou para Belo Horizonte naquele dia, não foi por acaso. Ele tinha que escrever por linhas tortas mais uma vez. Só posso dizer que Ele existe e montou numa equipe na Rua das Tangerinas e outra na Pedro I, para salvar a vida da minha florzinha....

Um comentário:

  1. Num tem nem como descrever o desespero de ver aquela pequenininha roxinha e sem reação... só nós, que estávamos lá, sabemos do quanto que esse dia foi importante em nossas vidas. Deus agiu, como sempre... e o desespero virou alegria quando ela voltou a respirar. Indescritivelmente inesquecível presenciar um milagre. Que Deus continue abençoando a Clarinha! Que Deus continue abençoando a todos nós... Amém!

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