domingo, 4 de dezembro de 2011

Belo Horizonte, 22 de outubro de 2011

Desta vez nós passamos raiva. Era o dia de mais um show meu e da minha querida Keilla Jovi no Celtic. Como a casa é nova, geralmente quando vamos tocar lá sempre alugamos um complemento para o som. Nesse dia tivemos um problema de comunicação e a empresa que sempre aluga esse complemento pra gente não pôde nos atender pois ficou tudo pra última hora. Mas tudo bem... Então chegamos bem mais cedo para passar o som e não ter problemas. Chegamos uma cinco e meia. Passei o som com a maior calma, regulei tudo direitinho com o maior cuidado para a Keilla ouvir tudo bem e o som não ficar agressivo para os ouvidos do público, fiz tudo minuciosamente e eu sou exigente demais nesse tópico... Aí, quando já eram quase sete da noite e eu já estava terminando, chega-me o novo técnico de som da casa que ninguém tinha me avisado que existia, atrasadíssimo , tirando a maior onda que meu som estava alto demais, horrível,etc... e sem mais delongas foi metendo a mão na mesa de som zerando todos os canais e mudando toda a mixagem que minuciosamente eu tinha feito e etc... O trem deu um angu de caroço pois eu não gostei nada disso e fui reclamar com o gerente e blá, blá... Só que o cara levou pro lado pessoal, com a maior falta de educação e por pouco não rolou confusão. Se fosse nos meu antigamentes eu teria no mínimo quebrado meu violão na cara do pedante como eu fiz num show em Formiga certa vez no passado. Com jeito, no meio das apelações e falta de educação do camarada eu deixei bem claro que se ele encostasse mais uma vez na mesa o caldo iria entornar. Até tirei uma foto da regulagem pra conferir se ele iria mexer antes do show... Apesar da falta de educação e o ego nas alturas ele nem pôs a mão e no final deu tudo quase certo. Vocês acreditam que teve uma hora que o cara virou pra mim e perguntou quem eu era, que num tinha ouvido falar do meu nome, tipo como se eu fosse o estrela... E ele ainda completou: -Eu tô acostumado a fazer é show grande, mesa digital, eu trabalho na Serenata, blá, blá, blá... É melhor deixar pra lá... Como se meus mais de 20 anos de estrada nos palcos de Minas, do Brasil e até fora dele não valessem nada. Se o cara fosse técnico de som de verdade não precisava ficar mixando e enchendo o saco de um desconhecido como o tal de Gleison Túlio, trabalhando de orelha seca em loja de instrumentos musicais, com uma pochete bem gordurosa e no mínimo estaria fazendo uma turnê internacional com o Jamiroquai ou os Beatles... Eu mereço!!... Ha ha ha!

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