sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Matozinhos 25 de novembro de 2008




No início do ano passado eu inventei de participar de uma corporação musical de Pedro Leopoldo a qual o maestro era um trombonista amigo meu. Sempre que não tinha show eu acompanhava as tocatas da banda. Num certo dia eu fui acompanhar uma tocata em Inácia de Carvalho e até fiz alguns takes com minha maquininha (isso está arquivado em algum lugar do velho oeste). Chegando em casa, eu escrevi uma poesia


Apagada, uma cruz vela o final do morro e o vagalumejo das luzes cidadeanas
A igreja, descascada, mostra na sua fechadisse um naco de tristeza mórbida
Os pingos de ouro cortados de forma certa erram noite adentro
Miseráveis fiéis acompanham o cortejo de braço dado com a banda tocando dobrados: as boinas virada para a esquerda
Todos em suas posições: amarrotados e penteados
Uma túnica branca por cima do padre
Um sorriso amarelo por cima do beato ao ver os pormenores da donzela à frente
As senhoras muito bem preparadas rezam,
para depois serem aproveitadas pelos maridos ao chegar em casa
A banda espera os salgados e refrigerantes
e o ônibus fretado pela prefeitura
O prefeito diz que contribui com a cultura
Todos prontos para expelir seus pecados na subida do morroe o beato pensando por debaixo das saias

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