terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pedro Leopoldo, 20 de janeiro de 2009




E hoje é dia de São Sebastião. Hoje eu vou contar a história da música Adio Manei:
Tudo começou nos ensaios no ano de 2003 na minha casa quando aparecia uma figura muito interessante do bairro: o Cizinho. O portão da casa ficava aberto durante os ensaios e Cizinho passava na rua trincando de cachaça e entrava para ver o ensaio, então eu deixava ele cantar aquele inglês dialético e a gente continuava tocando e se divertindo. Numa dessas, Cizinho soltou o bordão mangúastico: Fruinz amobêco..... e esse bordão virou nosso bordão lúdico nos ensaios. Eu fiquei com aquela frase na cabeça....Um dia, no final de 2004, eu inventei de participar do festival Conexão Telemig Celular, acabei sendo um dos ganhadores, e o prêmio era a gravação de duas músicas no estúdio Via Sonora com a participação de um artista do conexão e mais três mil reais em dinheiro (foi quando comprei meu primeiro carro: um chevette prata 93).


A gravação das músicas foi tipo da noite pro dia, e eu não tinha nada de interessante pra gravar. Resolvi de última hora regravar The sad clown song do Ronaldo Rodrigues e escolhi o Chico Amaral para tocar o sax para recortar o violão, mas eu tinha de gravar outra música e seria interessante gravar uma música própria. De última hora criei um riff meio James Brown e entrei pro estúdio com o Fruinz... na cabeça. Gravei a batera de primeira, depois o baixo, as guitarras e uma viola caipira só com os refrões, e sem o resto da letra e sem nem imaginar uma história para ela. Peguei um cd com as bases e voltei pra casa matutando uma letra pra já gravar voz no dia seguinte. Tive a idéia de escrever um pouco sobre a minha história, e me nomeei Çutuio ao contá-la na letra (Çutuio é tipo uma abreviação de Gleison Túlio e essa é uma invenção do meu amigo Henrique Tavares). Os personagens, a princípio, eram meus familiares:
Maria – minha tia irmã do meu pai
Estelita – minha tia irmã do meu pai
Agripina – minha vó paterna
Zé do Bino – meu avô paterno
Çutuio – eu
Maria Bessa – minha mãe
Sô Nô – meu pai E a letra original ficou assim:



Fruins Amobêco Patiorrênz Adio Mânei

Sinhá Maria fuchicô com Estelita
Que falou com Agripina casada com Zé do Bino
Que o Çutuio fio da Maria Bessa anda tonto e numa pressa
Veja homi seu minino
que ele anda com um canto meio embolado
Um violão indiabrado uma gaita e um chapeuzinho
fica cantando zunindo que nem musquito
um versinho esquisito repetido e bem assim:
Fruins Amobêco Patiorrênz Adio Mânei

Sô Nô que é pai queria dar uns conseio:
- Esse verso é muito meu fio para com isso!
Vai trabaiá e larga logo essa viola que isso é coisa de boiola
vai procurar um serviço!
Mas o Çutuio que era um cabra guerreiro respondeu bem regateiro logo em primeira mão:
- Não vou largar minha viola não sinhô larga disso eu não vou, vou ganhar muito dinheiro com esse tal de
Fruins Amobêco Patiorrênz Adio Mânei

E o Çutuio que eu vejo em dia ta que é só uma maravia
Já não passa mais aperto anda com zapi, seticopa e ispadia
No truco tem as manilha e na vida deu um conserto
Tá todo dia viajando pelo estado com o bolso empapuçado
Sua gaita e o chapeuzinho
(e muita muié)
Anda ganhando um dinheiro arretado cantando pra todo lado
O seu verso embolado

Fruinz Amobêco Patiorrênz Adio Mânei



Todo feliz eu fui mostrar a letra feita em tempo recorde para minha mãe e ela surtou:
- Que é isso! Você não pode colocar os nomes dos parentes assim na música não! (acho que ela também ficou com ciúme pois não tinha o nome de ninguém da família dela...)
No final eu achei que seria uma boa idéia mudar os nomes e criar um outro personagem principal da história: foi aí que rolou: Çutuio virou Zuiudo (ó o cara aí que eu desenhei:)




Estelita virou Sá Pretinha
Agripina virou Ambrosina
Maria Bessa virou Sinhá Mimosa
Zé do Bino virou Zé Fimino
Sô Nô virou Seu João
Resolvido o problema. E ficou bem melhor... Maria Bessa foi a responsável pela boa mudança da letra que nos arremates ficou assim:



Adio Manei (Gleison Túlio)

Sinhá Maria fuchicô com Sá Pretinha
Que falou com Ambrosina casada com Zé Firmino
Que o Zuiudo fio da Sinhá Mimosa anda tonto e numa prosa
Veja homi seu minino que ele anda com um canto meio embolado
Um violão indiabrado uma gaita e um chapeuzinho
fica cantando zunindo que nem musquito
um versinho esquisito repetido e bem assim:
Fruins Amobêco Patiorrênz Adio Manei

Seu João que é pai queria dar uns conseio:
- Esse verso é muito meu fio para com isso!
Vai trabaiá e larga logo essa viola que isso é coisa de boiola
vai procurar um serviço!
Mas o Zuiudo que era um cabra guerreiro respondeu bem regateiro logo em primeira mão:
- Não vou largar minha viola não sinhô larga disso eu não vou, vou ganhar muito dinheiro com esse tal de
Fruins Amobêco Patiorrênz Adio Manei

E o Zuiudo que eu vejo em dia ta que é só uma maravia
Já não passa mais aperto anda com zapi, seticopa e ispadia
No truco tem as manilha e na vida deu um conserto
Tá todo dia viajando pelo estado com o bolso empapuçado
Sua gaita e o chapeuzinho
(e muita muié)
Anda ganhando um dinheiro arretado cantando pra todo lado
O seu verso embolado
Fruinz Amobêco Patiorrênz Adio Mânei

Fui pro estúdio com os originais da letra rabiscados com os nome novos e gravei a letra sem saber a melodia direito nos trancos e barrancos mas o resultado final foi bacana. E a música saiu na coletânea Conexão Telemig Celular 2004 com o nome Fruinz Ambêco Patiorrênz Adio Manei com uma versão bem bacana, mas uma mixagem comprimida pra caralho (não deixaram eu participar das mixagens – fiquei puto – depois falei com o Curu da Cria que a mixagem tinha ficado uma bosta; acho que por isso eles não me chamaram para participar dos festivais seguintes...). (e no dia do show o Chico Amaral brigou comigo falando que o som do sax dele tinha ficado uma merda e coisa e tal em The sad Clown song ; a culpa não foi minha Chiquinho...). No final de tudo teve o show, o disco e todos viveram quase felizes para sempre.


Em 2006, o Wolf iria dirigir a novela Cobras e Lagartos e eu e o Elísio mandamos três músicas novas para ele escolher e de quebra eu coloquei Fruinz como a quarta faixa fechando o cd demo.Não é que o cara gostou foi dela, mesmo dois anos depois... Ela entrou no Cd Cobras e Lagartos Saara e tocou várias vezes quando aparecia a família do Foguinho (Lázaro Ramos) ou alguma cena engraçada.

Só que o Wolf achou melhor dar um reciclada no nome Fruinz.... porque era grande demais pra ficar na capa, aí ele deu a sugestão do título: Adio Manei.

Fechou. Até nisso o cara dirige bem.


Quem quiser ouvir e baixar essa e outras músicas pode acessar:
www.palcomp3.com.br/gleisontulio
That’s all folks e inté!

Um comentário:

  1. Putz cara eu tava ki matutanoo esses dias de onde saiu esse verso viciantee "wins amobeco patio hands adio manei" hsaduhasdhasd bakanaaa d mais hehe

    Sucesso!

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